Uma casa de banho é muitas vezes apresentada a partir de um único objecto.
Um lavatório. Uma banheira. Uma torneira.
Mas o carácter da divisão nunca é criado por um único elemento.
Arquitectura, loiças sanitárias, torneiras, mobiliário, iluminação e acabamentos contribuem para a atmosfera do espaço. Quando estes elementos são pensados em conjunto, a casa de banho torna-se mais do que uma colecção de produtos.
Torna-se um ambiente.
Para Além da Peça Individual
As casas de banho mais bem concebidas não são definidas por gestos isolados.
Uma torneira de proporções cuidadas ganha significado através do lavatório que acompanha. Uma banheira independente altera a relação entre a divisão e a arquitectura envolvente. O mobiliário estabelece escala, enquanto os acabamentos determinam a forma como a luz percorre o espaço.
O objecto é importante. Mas é o contexto que lhe dá significado.
As colecções da Lefroy Brooks adaptam-se naturalmente a esta abordagem, reunindo loiças sanitárias, torneiras e elementos complementares através de diferentes referências históricas e arquitectónicas. O resultado é uma casa de banho com uma linguagem visual reconhecível.
Uma Linguagem de Proporção
A proporção é uma das ferramentas mais poderosas do design de interiores.
Determina se um objecto parece delicado ou substancial, tradicional ou contemporâneo, íntimo ou monumental.
Numa casa de banho, a proporção torna-se particularmente evidente porque o número de elementos é relativamente reduzido. Uma torneira, um lavatório, uma banheira ou uma sanita podem, por isso, ter uma influência significativa sobre a composição geral.
A Lefroy Brooks recorre extensivamente a linguagens históricas, reinterpretando referências de diferentes períodos através de colecções como 1900 Classic, 1910 La Chapelle e 1930 Mackintosh.
Em vez de tratar a história como decoração, estas referências estabelecem uma base para a proporção, a geometria e o detalhe.
Criar Continuidade
Depois de estabelecida uma linguagem de design, a continuidade torna-se essencial.
A mesma referência arquitectónica pode atravessar as torneiras, as loiças sanitárias e o mobiliário. Os acabamentos podem repetir-se ou criar contraste. As curvas podem estabelecer relações entre diferentes elementos. Os detalhes podem ser deliberadamente contidos para que o espaço pareça coerente e não temático.
É aqui que uma colecção se torna mais poderosa do que um produto individual. Permite criar relações. E são as relações que transformam uma divisão num ambiente.
Desenhar o Ritual
As casas de banho são também espaços profundamente pessoais. São utilizadas para rotinas quotidianas, mas podem igualmente tornar-se lugares de pausa, privacidade e retiro. O design precisa, por isso, de responder simultaneamente à função e à atmosfera.
A posição de uma banheira pode alterar a experiência de uma divisão. Um lavatório pode estabelecer um ponto focal. O mobiliário pode reduzir o ruído visual. As torneiras podem introduzir um elemento táctil que é experienciado todos os dias.
O ambiente nasce destas decisões acumuladas. Nada precisa de dominar. Tudo precisa de pertencer.
Do Produto ao Lugar
Existe uma diferença entre equipar uma casa de banho e desenhá-la.
Equipar passa muitas vezes pela selecção de elementos individuais. Desenhar implica compreender a forma como esses elementos se relacionam com a arquitectura, a circulação, a luz, os materiais e entre si.
É aqui que a Lefroy Brooks pode tornar-se parte de uma linguagem de projecto mais ampla.
As suas colecções oferecem aos designers uma estrutura através da qual diferentes elementos podem ser reunidos — criando casas de banho coerentes, pensadas ao detalhe e profundamente ligadas ao seu contexto arquitectónico. Porque um interior bem conseguido raramente depende de um único objecto perfeito. Depende da relação certa entre muitos.
Fontes e Fotografia: Lefroy Brooks